17 a song that you hear often on the radio
14/09/2011
Eu não ouço rádio. Praticamente nunca! Na época que eu gostava mais de rock, até ouvia a Kiss FM, quando ela chegou a Campinas, mas eu gastei tanto tempo pesquisando músicas para eu ter, comprei um iPod de 120GB, por que eu vou ouvir rádio? As exceções começaram com a Oi FM. Gosto bastante dela nas poucas vezes que ouço.
Foi por causa dessa rádio que eu ouvi a música que estou postando aqui pela primeira vez. Na época estava tocando sempre, então acho que ela se qualifica para este dia. Hoje em dia não estou quase nada de rádio, mesmo, então não sei o que está tocando.

Na época ouvi a música e fui procurar saber o que era. Pela voz eu já sabia que se tratava do Eddie Vedder, claro, mas não sabia o que era aquilo. Ainda mais que tinha participação de uma cantora, chamada Corin Tucker nos backing vocals. A música de que estou falando é a “Hard Sun”, que não é do Vedder, foi composta por um cara que se donomina Indio. Ela faz parta da trilha sonora do sensacional filme “Into the wild” ou “Na natureza selvagem” na versão brasileira.
Para quem não viu o filme, vale muito a pena. Dirigido por Sean Penn, é baseado na história real de um cara que desiste da vida em sociedade, pacata, quando se forma para viver uma espécie de walkabout pelos estados unidos até o Alaska. O que mais me impressiona, é o desapego do cara, quisera eu ter esta virtude.

A música também é muito boa, belíssima escolha para a trilha. Fala de uma certa briga do cara com a natureza. Algo como um desafio e demonstra nossa impotência diante da grandiosidade dos acontecimentos naturais. Nós que vivemos no Brasil sabemos pouco do que a natureza é capaz, aqui desastres naturais são raros, mas há outros seres humanos bem menos favorecidos que a gente nesse quesito. Apreciem-na.
16 a song that you used to love but now hate
13/09/2011
Dificilmente vai ter uma música que eu adorava e que agora eu odeie. Mas tem um cara em particular de quem eu gostava muito e agora eu o acho deveras chato. Muito mesmo. Eu cheguei até a ir num show dele e na época já achei meio maçante. Hoje não iria nem de graça. Ah, talvez de graça.

Estou falando do auto-intitulado maestro Yngwie Malmsteen. No tempo em que eu tocava e estudava guitarra loucamente ele era um ídolo absoluto, a própria reencarnação do Paganini. Ninguém superava seu virtuosismo e sua “genialidade”. Isso foi antes d’eu ter uma alma; como se sabe os jovens não têm alma.
Com o passar dos anos, a chegada de certa sensatez, passados alguns porres, pés na bunda, foras e algumas coisas boas, também, percebi que tinha muito mais na música do que a pura capacidade de tocar 98 notas por segundo. Foi quando eu vi a luz. Salvei-me.
Vejam o pobre coitado tocando uma música com um “bluesy feeling”, como ele mesmo descreve.
15 a song that describes you
12/09/2011
Putz, uma música que me descreva? Fala sério… se ao menos eu soubesse me descrever, ficaria mais fácil achar uma música que represente a minha descrição. Mas não é o caso.

Sendo assim, escolho uma música do meu xará André Abujamra, na época do Karnak, que é uma das melhores bandas que já existiu em terras tupiniquins. Ele é muito bom em escrever letras simples, mas que dizem muito, com significados mais herméticos. A música é do excelente álbum “Estamos adorando Tokio“. Seu nome é “Mó Muntuera”. Nome que por si já poderia me definir.
Como se não bastasse a união de diversos estilos que deixam a música riquíssima, no meio ainda temos um pedaço que me remete à outro lugar. Uma beleza!
Apreciem!
Eu acho bem pouco provável qualquer um que me conheça não esperar que eu goste de alguma música. Principalmente depois do post anterior, hahaha… acho que está mais do que claro o quanto eu sou eclético e xarope. Acredito que só se eu postasse um Luan Santana da vida aqui iria espantar o pessoal. Só que isso não vai acontecer, sorry! Se algum dia acontecer, por favor, providenciem um psiquiatra o mais rápido possível para mim, porque significa que eu passei da conta na loucura.

No entanto, não vou fugir tanto disso. Quem me conhece sabe que tem alguns estilos bem específicos que eu não gosto. E o principal é sertanejo, como já disse aqui outra vez. Tem uma música do Chitãozinho & Xororó, aquele que é pai da Sandy & Junior, que eu gosto. Verdade! Acho bem bonitinha, apesar do arranjo terrivelmente brega. Dizer que eu adoro ou “love” é um pouco forte, mas eu gosto bastante dela. Chama-se “Fogão de Lenha”.
Para que não sofram com o arranjo da versão original, vou colocar uma versão do Rolando Boldrin que ficou bem melhor.
13 a song that is a guilty pleasure
10/09/2011
Essa vai doer!
Venho pensando na música que virá nesse dia desde quando vi que a teria de escolher. Eu não tenho muita história sobre ela. Sei que quando saiu, sei lá porque eu ouvi. Definitivamente não está entre as músicas que eu costumo ouvir. Mas quando eu ouvi achei bem massa! Tem uma linha de baixo animal, algo bem groovado, sei lá.
Eu nunca prestei atenção na letra, não me importa! Mas a música é legalzinha e eu tenho muita, mas muita vergonha mesmo de dizer que gosto dela. Então acredito que sirva bem para esse caso aqui. O que me consola é saber que o Marcelo Rubens Paiva também gosta desta música. E ele é um cara massa, vai.

Estou falando da Britney Spears, sim dela mesmo! E a música é a “Toxic”, o clipe é ridículo e eu não espero menos da letra, não tive coragem de prestar atenção nela, juro. Mas veja como a música é interessante. As cordas, o groove do baixo, da guitarra/violão, sei lá. Bem massa, mesmo!
12 a song from a band you hate
09/09/2011
Sempre que falo numa banda que odeio a primeira que me vem à mente é a Legião Urbana. É muito fácil odiar essa banda, principalmente porque todo mundo gosta! Hahaha!

Eu já gostei de Legião Urbana, reconheço! Nunca comprei um disco, um CD, nada. Mas gostava. Isso até eu começar a estudar música. E aí começou uma curva decrescente, quanto mais eu aprendia música, menos eu gostava de Legião Urbana. Até chegar o ponto em que comecei a odiar, mesmo.
Enquanto escrevia esse post, ouvi a música, que na época eu achava a melhor deles. Tem alguns pontos bacanas, mas é bem bestinha, né?
10 a song that makes you fall asleep
08/09/2011
E chegamos à décima música! Parece-me um marco, tenho particular simpatia pelo dez, talvez por conta do meu aniversário, ou pela sua redondeza. Mas gosto dele.
Creio que não haja músicas que me fazem dormir. Há as que gosto de ouvir para isso, mas não que elas exerçam este poder sobre mim. Aliás o controle do meu sono é algo bem difícil de ter intervenção externa. Se estou com sono, não há o que me acorde e vice-versa.
Houve uma época em que eu dormia ouvindo metal, até. Minhas canções de ninar eram do Symphony X, Dream Theater, Stratovarius, Iron Maiden e por aí vai. Mas com a idade a coisa mudou, hoje gosto de dormir com um som mais tranquilo, mesmo.

Em geral prefiro músicas instrumentais ou canções cantadas por mulheres para dormir. Me sinto mais acolhido, digamos. No caso aqui, a Norah Jones é uma que já me ninou muitas vezes. Dona de uma voz muito característica, um charme anasalado.
Cantora, instrumentista e compositora de muito talento, infelizmente não manteve o nível de quando começou na carreira. Eu ouvi o último disco dela “The Fall” e achei bem ruim. Até hoje, o primeiro “Come away with me” é o melhor para mim. E é nele que está a música que vai me ninar hoje e muitas outras vezes nessa vida, ainda. “The long day is over” é uma canção bem tranquila melodicamente, parece estar num ralentando o tempo todo, quase se arrasta. Liricamente simples, como deve ser.
09 a song that you can dance to
07/09/2011
Eu gosto de dançar. Só há um pequeno problema: eu não sei. Porém isso é facilmente contornável. Quando encontro uma dama com boa disposição. Se encontro destas, danço de tudo, de samba a valsa, passando por bolero e salsa.
Mas o que realmente me faz querer dançar é a música. Se ela for dançante o bastante, eu me chacoalho da maneira que quiser e me divirto, que no final das contas é o intuito de dançar, certo?
Há muitas músicas que me fazem querer dançar, mas as latinas exercem um certo feitiço no meu sangue, também latino apesar da pele albina. Agora mesmo enquanto escrevo o texto não consigo não me mexer ouvindo a música que vou postar. Ela me foi apresentada pela Fran, dona do blog “Mãe, já acabei!“, que está nos links aí do lado. Diz a boca pequena que é exímia dançarina de salsa e quebra tudo lá no Maria Cachaça quando rolam as salsas.

Eu não tenho muito que falar sobre a cantora, que é a cubana Celia Cruz, pois não a conhecia, ao menos não de nome e sobrenome, antes de ser apresentado a esta música. E tampouco conhecia o álbum “Exitos Eternos”, que é uma compilação. Ele abriga esta fantástica versão ao vivo de “Quimbara” que faz o meu esqueleto se inquietar aos primeiros toques da conga e aos primeiros acordes de piano.
Quando me aventurei brevemente pelas aulas de dança, embora tenha ido muito por causa do samba, que era o que eu mais estava ouvindo na época, nas aulas de salsa era que eu me realizava. Preciso retomar isso, pois foram bons momentos.
08 a song that you know all the words to
06/09/2011
Não há muitas musicas cuja letra eu sei de cor. Sou bem ruim para decorar letras, só com mira repetição consigo. Por mais que eu goste da música, saber a letra de cabo a rabo é bem raro.

Esta se destaca por ser, certamente, a melhor música sobre as drogas que eu já ouvi. Nela há o marcante verso: “Pra quem sabe olhar pra trás nenhuma rua é sem saída”. Estou falando do quinto álbum do Gabriel, o Pensador. “Seja você mesmo (mas não seja sempre o mesmo)” é para mim o melhor álbum dele e essa é facilmente uma das melhores músicas.
Tem alguém aí?
Gabriel, o Pensador
Antes era só alegria, o mundo não mordia.
A vida era doce, nem ardia!
Mas aí um dia, ou quem sabe dois ou três, eu… só queria superar a tímidez…
Eu queria fazer parte de alguma coisa.
Se crescer já é difícil, crescer sozinho é mais.
A gente tem que dar um jeito de gostar de alguma coisa.
A gente tem que dar um jeito… de ficar satisfeito!
Mas o tempo passa, e se a vida é sem graça, a gente disfarça, na mesa do jantar.
Pra depois tentar desabafar numa conversa, mas ninguém se interessa, na mesa do bar!
Refrão:
Ninguém tá escutando o que eu quero dizer!
Ninguém tá me dizendo o que eu quero escutar!
Ninguém tá explicando o que eu quero entender!
Ninguém tá entendendo o que eu quero explicar!
Conversa vazia, cabeça vazia de prazer, cheia de dúvida e de vontade de fazer qualquer loucura que pareça aventura.
Qualquer experiência que altere o estado de consciência.
E que te dê a sensação de que você não tá perdido.
Que alguém te dá ouvidos. Que a vida faz sentido!
Chega! Não, eu quero mais!
Bebe, fuma, cheira, tanto faz.
Droga é aquela substância responsável por tornar a sua vida aparentemente mais suportável.
Confortável ilusão: parece liberdade e na verdade é uma prisão.
Refrão
Ninguém prepara o jovem, nem os pais nem a TV, pra botar o pé na estrada e não se perder.
Ninguém prepara o jovem pra saber o que fazer quando bater na porta e ninguém atender.
Ninguém me dá a chave pra abrir a porta certa, mas a porta errada eu encontro sempre aberta!
Entrar numa roubada é mais fácil que sair.
Tem alguém aí? (…)
Tem alguém aí ou saiu pra viajar?
Tem alguém aí ou saiu pra passear?
Você tá viajando?
Quando é que você volta?
Onde você quer chegar?
Refrão
Eu sei que depende, mas se você depende da droga ela é a falsa rebeldia que te ajuda se enganar – a mentira que vicia – porque parece bem melhor do que a verdade do outro dia.
Falsa fantasia é a droga, que parece mais real do que esse mundo de hipocrisia que te afoga!
A droga é só mais uma ferramenta do sistema, que te envenena e te condena.
Overdose de veneno só te deixa pequeno!
Muito álcool, muito crack, muita coca!
A vida de sufoca!
E vai batendo a onda a onda bate a onda soca!
A onda bate forte!
Apressando a morte feito um trem.
Você sabe que ele vem, mas se amarra bem no trilho, suicida!
A doença tem cura pra quem procura.
Pra quem sabe olhar pra trás nenhuma rua é sem saída.
Refrão
Que coisa mais genérica isso, uma música que me lembre de um certo evento! Mas se aceitei o desafio, vamos lá, né. Como em outros dias, há infinitas músicas que me lembram de infinitos eventos. É bem possível que quase todas as música me lembrem de algum evento, já que a música é parte bastante importante da minha vida sempre.
Agora a questão é eleger a música pelo evento ou pela própria? Sinceramente não sei o que é mais díficil…
O evento que mais me marca a memória agora, é recente. Mais especificamente da semana passada. Foi um momento de muito orgulho, para mim. Na verdade eu já estava orgulhoso antes desse evento, mas o evento foi o ápice desse sentimento.
O que motivou tudo isso foi o lançamento do CD da banda do meu irmão, a Vinil Verde. Eu, como irmão, recebi o CD antes do lançamento. E quando comecei a ouvir já me enchi de felicidade. Era o resultado de um trabalho grande dele e o resultado era muito, muito bom. Ouvia com muita alegria cada uma das músicas, as que já conhecia e as novas.
O show de lançamento foi o ápice dessa alegria, ao ver que ao vivo todas as músicas funcionaram muito bem. O SESC estava cheio de gente curtindo muito o show, a performance da banda foi fantástica e além das músicas autorais, ainda fecharam o show com covers inusitados e com muita qualidade. Algo memorável que vai me ficar marcado para sempre.
Escolhi uma de minhas preferidas para servir de memória para esse evento, mas não posso afirmar, ainda que é A preferida. É linda, se chama “a água e o vinho”.
Vinil Verde – A água e o vinho