falha

22/12/2011

Acontece como todos. Embora muitos afirmem que nunca aconteceu antes. Eu falhei. Eu falho. Mas isso nunca me aconteceu antes®.

Sim, você falha desse tanto!

A minha última falha pública, foi começar o desafio de publicar 30 músicas, uma por dia, dentro de determinado tema, listados previamente. Na realidade a falha não foi ao começar. Mas ao chegar precisamente no número 26. A mais aguardada por mim, durante todo o desafio.

Do alto do meu ego, ficava pensando: puxa, que música vou escolher para postar nesse dia de maneira a mostrar para todo mundo como eu sou bacanudo e consigo tocar alguma coisa inusitada, brilhante e difícil. Pensei por dias. Foi então que tive a ideia mais brilhante de todas. Ao invés de postar simplesmente uma música complicada, cheia de firula dizendo que eu sabia tocá-la em um instrumento. Resolvi eu mesmo tocar a música e postar.

Foi então que adiei o post para o final de semana. Assim teria tempo de sentar, escrever e gravar a música para postar. Seria lindo, eu iria postar uma música complicada, num instrumento que não costumo tocar. Já publiquei antes eu tocando guitarra, mas dessa vez iria de flauta. Muito mais pomposo.

Pois bem, chegou o final de semana, sentei para gravar a tal da música. Escolhi “O ovo”, na versão executada por ninguém menos que Hermeto Pascoal na flauta, no único disco gravado pelo Quarteto Novo, formado basicamente pelos instrumentistas que acompanhavam o Geraldo Vandré, na época. A música é linda. Eu adoro tocá-la na flauta e ficar enchendo a paciência dos que tiverem o azar da proximidade a mim.

Acontece que eu nunca toco essa música com ninguém. Só fico lá tocando feito um idiota, sozinho. Aí fui querer gravar isso. Com metrônomo, bateria e tudo o mais que tinha direito. Passei a tarde toda tentando. Ensaiando. Fique com dor de beiço. Foi um fiasco. No final nenhuma nota mais saía. Meus dedos não respondiam os comandos. Estava pior do que comecei. Com vergonha de mim mesmo.

Depois desse dia cheguei a pensar em tentar novamente, continuar postando com a fonte original, essa aí que o próprio Hermeto tá tocando e fingir que nada tinha acontecido. Afinal de contas, quem é que saberia do meu plano? Claro que ninguém. Mas não consegui! Desisti. Falhei.

Agora veio a vontade de retomar essa coisa aqui de blog que já está cheia de poeira, de novo. Então tinha que tornar pública a minha vergonha, que é para eu aprender a ter vergonha na cara e parar de desistir quando falho.

Muito obrigado!

Dificilmente vai ter uma música que eu adorava e que agora eu odeie. Mas tem um cara em particular de quem eu gostava muito e agora eu o acho deveras chato. Muito mesmo. Eu cheguei até a ir num show dele e na época já achei meio maçante. Hoje não iria nem de graça. Ah, talvez de graça.

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Estou falando do auto-intitulado maestro Yngwie Malmsteen. No tempo em que eu tocava e estudava guitarra loucamente ele era um ídolo absoluto, a própria reencarnação do Paganini. Ninguém superava seu virtuosismo e sua “genialidade”. Isso foi antes d’eu ter uma alma; como se sabe os jovens não têm alma.

Com o passar dos anos, a chegada de certa sensatez, passados alguns porres, pés na bunda, foras e algumas coisas boas, também, percebi que tinha muito mais na música do que a pura capacidade de tocar 98 notas por segundo. Foi quando eu vi a luz. Salvei-me.

Vejam o pobre coitado tocando uma música com um “bluesy feeling”, como ele mesmo descreve.

rabiscos

02/02/2011

Seguindo o pensamento “o blog é meu, eu publico o que eu querê”…

Nas arrumações de final de ano, encontrei esses tesouros guardados. Produções de muito tempo atrás, que tiveram por estímulo meu contato constante com esse meio. Essas lembranças estão empoeiradas e cheias de nostalgia.