Dificilmente vai ter uma música que eu adorava e que agora eu odeie. Mas tem um cara em particular de quem eu gostava muito e agora eu o acho deveras chato. Muito mesmo. Eu cheguei até a ir num show dele e na época já achei meio maçante. Hoje não iria nem de graça. Ah, talvez de graça.

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Estou falando do auto-intitulado maestro Yngwie Malmsteen. No tempo em que eu tocava e estudava guitarra loucamente ele era um ídolo absoluto, a própria reencarnação do Paganini. Ninguém superava seu virtuosismo e sua “genialidade”. Isso foi antes d’eu ter uma alma; como se sabe os jovens não têm alma.

Com o passar dos anos, a chegada de certa sensatez, passados alguns porres, pés na bunda, foras e algumas coisas boas, também, percebi que tinha muito mais na música do que a pura capacidade de tocar 98 notas por segundo. Foi quando eu vi a luz. Salvei-me.

Vejam o pobre coitado tocando uma música com um “bluesy feeling”, como ele mesmo descreve.